Você obedece o quarto mandamento?

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Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.
Êxodo 20:8-10

Os dois entendimentos mais comuns acerca desse mandamento, adotados por religiões e denominações distintas, são os seguintes:

  • Judeus e adventistas do sétimo dia: Tomam o mandamento de maneira literal. Não fazem nenhum tipo de trabalho do fim da sexta (assim que o sol se põe) até o fim do sábado.
  • Outras denominações cristãs: Um dia deve ser separado como o dia do Senhor, que foi trocado para o domingo pelo Imperador Constantino em 321 d.C. e confirmado pelo papado romano anos depois. Porém, o trabalho não é proibido porque entende-se que Jesus quebrou o sábado.

Mas o quarto mandamento não foi abandonado e a verdade é muito mais profunda e libertadora do que esses dois extremos.

Nesse excelente vídeo do radialista judeu Dennis Prager, há uma explicação que se alinha e muito com as atitudes e explicações de Jesus sobre o sábado.

Escravos israelitas fazendo tijolhos no Egito

Quando os mandamentos foram dados, o povo de Israel tinha acabado de ser liberto da escravidão do Egito. Uma mentalidade estava sendo quebrada. Naquele tempo, não havia fim de semana, não havia descanso semanal remunerado. Era um dia após o outro de trabalho.

A instauração do sábado era uma proclamação de liberdade. Significava dizer: Vocês são um povo livre, e todos os que estão com vocês, mesmo quem trabalha para vocês, e até os seus animais, são livres. Liberdade faz parte do caráter de Deus. Apesar de trabalhar ser um mandamento de Deus, a verdade de Deus nunca aprisionaria o homem a trabalhar excessivamente, mas também não aprisionaria o homem a não poder realizar obra alguma. Por isso Jesus disse:

O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.
Marcos 2:27

O mandamento de Deus era de que o homem não deveria viver para o trabalho, ou para o dinheiro. Deus simplesmente não criou o homem para isso. Isso fica claro porque o princípio do descanso semanal foi dado assim que o mundo foi criado, milênios antes de ter dado o mandamento para o povo de Israel:

E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.
Gênesis 2:3

Deus não se cansa, logo não precisa descansar, mas santificou o sétimo dia para que o homem parasse, contemplasse a obra de Deus, contemplasse suas próprias obras, e se alegrasse nelas.

Quando Jesus veio ao mundo, ele encontrou pessoas religiosas que proibiam qualquer tipo de trabalho no sábado, incluindo viajar, colher frutas e grãos, construir e consertar, pastorear animais, e até ajudar as pessoas. Esse é um tipo de interpretação do sábado que Jesus precisou quebrar.

Jesus não aboliu o sábado. Ele cumpriu o sábado, não por evitar qualquer tipo de trabalho ou agir como se o sábado estivesse acima do homem, mas por entender que um descanso é essencial para dignificar a vida humana, para curtir a família e os amigos, e para analisar tudo que temos feito.

O entendimento que devemos ter sobre o sábado não é um cumprimento religioso, mas uma verdade libertadora, que transformou a humanidade de uma máquina de trabalho sem propósito, para um desfrutador da vida que foi dada por Deus.

O maior ato de Jesus num sábado foi no dia seguinte ao da sua morte. O “dia de descanso” daquela semana foi o dia em que Jesus “pregou aos espíritos em prisão” (1 Pedro 3:19), ou seja, àqueles que estavam dormindo, aguardando a vinda do Messias. Tal ato garantiu a redenção de toda a humanidade antes de Jesus. Valeu a pena o esforço desse sábado?

Veja também: Os 10 mandamentos na linguagem de hoje

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